O áudio e o vídeo estão em espanhol. Estas notas são uma tradução.
Nas últimas semanas, o Peru, meu país, passou por momentos muito difíceis e violentos.
Apesar desse cenário, me sinto otimista ao ver peruanos trabalhando para reduzir as desigualdades que dividem o nosso país.
Uma dessas pessoas é Mariana Costa, CEO e cofundadora da Laboratoria, uma plataforma que capacita mulheres de baixa renda e as ajuda a conseguir emprego em carreiras de tecnologia. Até hoje, capacitou cerca de 3.000 mulheres, que triplicaram sua renda não só no Peru, mas também no México, na Colômbia, no Chile e no Brasil.
A Laboratoria também captou mais de US$ 5 milhões em capital filantrópico de organizações como Google, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e MacKenzie Scott.
Mariana nos contou por que a Laboratoria escolheu ser uma organização sem fins lucrativos em vez de uma empresa privada, e quais são as chaves para captar capital filantrópico. Também falamos sobre como construir e fazer crescer produtos educacionais que transformem a vida dos alunos.
Timestamps do Youtube*
[1:36] - Capital Filantrópico e o Modelo de ONG
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Como Mariana chegou ao fascinante mundo das startups?
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Por que escolheram ser uma ONG em vez de uma empresa privada? E como Mariana aconselha outros empreendedores sociais a pensar nessa decisão?
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Quais são as vantagens e desvantagens do modelo sem fins lucrativos para gerar impacto?
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Que erros Mariana vê os empreendedores cometerem na hora de alinhar o modelo de negócio ao impacto?
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Como financiaram os primeiros pilotos ou o MVP da Laboratoria?
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Antes da Laboratoria, Mariana trabalhou na OEA, na Technoserve e na Ankay, então já entendia o mundo do capital filantrópico. Que recomendações Mariana daria a um empreendedor sem esse background sobre como construir relações com organizações de capital filantrópico ?
[28:23] - MVP e Produto
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Quando Mariana lançou a Laboratoria, em que medida estava atendendo uma necessidade existente, versus criando e educando o mercado? E quais foram os principais obstáculos que tiveram que superar nos primeiros pilotos?
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Mariana descreve a Laboratoria como uma experiência que transforma vidas, mais do que um programa educacional. Por que essa diferenciação é importante e como ela se reflete no produto da Laboratoria, em comparação com outros bootcamps ou programas educacionais?
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Como Mariana e seu time geram uma experiência transformadora nos programas em um ambiente remoto?
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Uma das particularidades da Laboratoria é que não há aulas nem professores, e tudo são projetos. Quais são os desafios técnicos de um programa desse tipo? Como garantir os resultados e a satisfação do aluno?
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Como Mariana pensa sobre o trade-off entre experiências educacionais em tempo real e as assíncronas, e como estão usando tecnologia para viabilizar experiências igualmente transformadoras, mas escaláveis e acessíveis para mais pessoas?
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Como Mariana vê o futuro da escalabilidade da Laboratoria em termos de produto?
[53:40] - Crescimento e Expansão
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A grande maioria das alunas da Laboratoria jamais imaginou ser programadora por falta de acesso a oportunidades ou de proximidade com o setor de tecnologia. Que estratégias foram eficazes para gerar “awareness” e ir cultivando o funil de potenciais alunas?
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Os casos de sucesso da Laboratoria são surpreendentes, a ponto de parecerem bons demais para serem verdade. Como vocês combatem o “too good to be true” na estratégia de comunicação e marketing?
[1:00:46] - Rodada de Perguntas Rápidas
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Se tivesse que empreender do zero, qual é o principal conselho que Mariana daria a si mesma?
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Livros recomendados por Mariana
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Mudanças que Mariana gostaria de ver no ecossistema de startups da América Latina
Menções do Episódio
Você pode encontrar Mariana no LinkedIn e no Twitter
Livros recomendados: Beyond Entrepreneurship 2.0, de Jim Collins, e When Things Fall Apart, de Pema Chodrom
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