Miguel Santos, Technisys | Estar 10 Anos à Frente da sua Indústria, Internacionalização em Estágio Inicial e o Futuro dos Bancos Digitais

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O áudio e o vídeo estão em espanhol. Estas notas são uma tradução.

Hoje conversei com Miguel Santos, fundador e ex-CEO da Technisys, a empresa que desde os anos 90 se especializou em infraestrutura de banco digital. Em 2022, a Technisys foi adquirida pela SoFi por US$ 1,1 bilhão, o que impulsionou sua fusão com a Galileo Financial Technologies, onde Miguel é hoje Chief Strategy Officer. Essa unidade de negócio da SoFi gerou mais de US$ 315 milhões em receita naquele ano.

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[1:29] - História

Miguel e seu time começaram em 1995 e cresceram no bootstrapping até 2010. Nos momentos difíceis, recorreram a empréstimos pessoais para cobrir os buracos da empresa, o que foi desgastante e às vezes frustrante.

  • Como conseguiram aguentar por tantos anos? O que lhes dava energia para seguir em frente?
  • Existe alguma prática que permitiu a Miguel e seu time manter uma relação tão duradoura?

A visão de Miguel sobre a digitalização do setor financeiro se antecipou vários anos à demanda, e eles se posicionaram cedo em banco digital não só na América Latina, mas no mundo todo.

  • Como Miguel conseguiu construir sua empresa refletindo sua visão de digitalização dos serviços financeiros enquanto educava os clientes para que avançassem na modernização? O que acontece quando alguém “se adianta” à demanda?

O “first mover advantage” costuma ser uma vantagem, mas os anos de antecipação podem ser caros e desgastantes.

No caso de Miguel, só em 2010 eles viram que o negócio podia ser algo grande, depois de 10 a 15 anos de um mercado que se movia devagar.

  • Olhando para trás, como Miguel avalia esses anos? Quão vantajoso foi chegar ao mercado com tanta antecedência?
  • Que elementos Miguel consideraria para determinar se um empreendedor está no momento certo? O que ele aconselharia se estivesse muito cedo?

[5:48 ] - Trajetória de Crescimento e Aprendizados

Miguel e seu time cresceram no bootstrapping por quase 10 anos, e ele comentou que “não sei se faria de novo, não tanto. Perdemos um pouco de tempo.”

  • Como Miguel pensa as vantagens e desvantagens do bootstrapping em relação a captar investimento? E o que ele quer dizer quando sente que “perderam tempo”?

Quando você deixa de ser uma empresa bootstrapped e passa a captar investimento, as expectativas de crescimento mudam, porque você vendeu aos investidores uma visão e projeções.

  • Como Miguel pensava quanta rentabilidade estava disposto a sacrificar em troca de crescimento?

Costuma-se recomendar dominar um país antes de se expandir. Mas Miguel e seu time se internacionalizaram cedo, expandindo-se da Argentina para a América Latina e depois para os EUA e a Europa.

  • Quando Miguel acredita que é o momento certo de se internacionalizar? Alguma recomendação para empreendedores na LatAm sobre como construir um negócio global?

A Technisys lançou três produtos, algo raro entre as startups, já que inovar dentro de uma empresa que já tem um negócio que funciona é difícil.

  • Que ingredientes Miguel considera necessários para manter esse espírito inovador além do primeiro produto e executá-lo com sucesso?

Sobre as decisões de produto, Miguel comentou que “não dá para ser excessivamente romântico com o foco quando é preciso sobreviver. O jogo do venture capital é um e o da empresa é outro.”

  • Miguel poderia explicar essa ideia e como ela influenciou suas decisões sobre quais produtos lançar, quando lançá-los e como priorizar?

[46:57]- Futuro do Setor Bancário

Pedro Arnt, da dLocal, comentou que durante 20 anos tecnologia e produto foram diferenciais em fintech, mas que hoje os incumbentes igualaram essas capacidades.

  • Miguel concorda com essa tese? De onde ele acredita que virá a próxima onda de grandes fintechs?

Grande parte da inovação tecnológica esteve focada em digitalizar o canal de distribuição, como as agências bancárias. Agora, vemos mais varejistas e big techs entrando em fintech.

  • Miguel acredita na visão de que “every company will be a fintech”?
  • O que precisamos para aumentar a competitividade nos serviços financeiros e, com isso, melhorar o acesso e reduzir os custos dos serviços financeiros na região?

Menções do Episódio

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