O áudio e o vídeo estão em espanhol. Estas notas são uma tradução.
Nesta semana, conversei com Matías Peire, um líder em inovação deeptech com mais de 20 anos de experiência na criação e gestão de empresas de tecnologia. Em 2013, Matías iniciou um processo de pesquisa para desenvolver um modelo que liga a ciência ao Venture Capital. Depois de três anos de trabalho intenso, cofundou a GRIDX em 2016.
Como Cofundador e CEO da GRIDX, Matías lidera a estratégia e a captação de recursos da empresa. Sob a liderança dele, a GRIDX revoluciona o panorama deeptech, impulsionando a inovação e fomentando empresas científicas pioneiras.
Falamos sobre:
- A Visão por trás da GRIDX e o Talento Científico na América Latina
- Quais são os Desafios de Empreender fora da Academia
- Quais são as Oportunidades no Mundo Científico
- Se Existe uma Comunidade Empreendedora em Ciência e Tecnologia
- As Oportunidades para Startups Científicas na América Latina
- Visão de Futuro e o Impacto da GRIDX na Ciência Latino-Americana
Timestamps do Youtube*
[3:56] - A Visão por trás da GridX: Aproveitando o Talento Científico Latino-Americano
Matías viu oportunidades no mundo científico argentino, onde havia um processo de repatriação de investimentos. Identificou que não havia ninguém de venture capital nesse setor e começou a explorar as oportunidades ali.
- Como Matías chega à ideia da GridX no início? E como identifica que é um bom talento científico se ele mesmo não é cientista?
Matías era um outsider, já que começou trabalhando com eletrônica e software para vídeo digital, e percebeu que, por causa da sua experiência, precisava encontrar um nicho desocupado.
- O que Matías fez nos 3 primeiros anos para entender esse mundo da ciência?
Matías conta que o primeiro ano foi exploratório, buscando conectar o venture capital ao sistema científico da América Latina. Nesse período, identificou oportunidades e validou hipóteses sobre o talento competitivo na região.
- Algum aprendizado que Matías destaque para quem quer entrar de cabeça em um setor do qual não sabe nada?
[18:43] - Construindo a GridX: Do Conceito ao Company Building
Matías explica que a ideia inicial da GridX era ajudar os cientistas a se tornarem empreendedores e buscarem capital por conta própria. Mas ele percebeu que os cientistas na América Latina enfrentam muitos desafios e vieses, o que complicava essa transição.
- Qual é a visão da GridX? O que levou Matías a escolher o modelo de Company builder?
Matías aponta. As multinacionais não demandam inovação local, já que replicam modelos e produtos desenvolvidos nas matrizes.
- Isso tem a ver com as universidades terem um papel ativo em conectar a academia e a indústria? Por quê?
Matías descreve um processo de seleção rigoroso para identificar as pessoas certas para cada coorte na GridX.
- Como Matías identifica as pessoas certas para trazer a cada coorte, todo ano? Que tipo de atributos ele busca?
Segundo Matías, esses perfis são capazes de atuar como interface entre o mundo científico e o mercado, mais interessados na transformação e no impacto de longo prazo do que em obter ganhos rápidos.
[46:05] - A Importância da Ciência e da Tecnologia na Transformação Produtiva
O modelo de Build Company da GridX não termina depois do cheque: termina quando a startup consegue sua rodada seed.
- Como as empresas que fazem parte da GridX amadurecem depois? Que tipo de investidores costumam financiar a etapa seguinte desses negócios?
Poucos fundos de investimento acertam em biotech ou deeptech porque não entendem a estratégia que Matías explica.
- Quais são as coisas que os investidores de startups menos entendem sobre Biotech e Deeptech?
[56:18] - Encerramento e Reflexões Finais
- O que Matías faz à medida que o programa se desenvolve para avaliar se a GridX quer investir ou não?
Menções do Episódio
Você pode encontrar Matías Peire no LinkedIn
Descubra Mais do Podcast Startupeable
Ouça todos os episódios em startupeable.com/podcast.
Assine a newsletter para saber quando sair um novo.
Siga Enzo Cavalie no X: @enzocavalie.
